O Sínodo sobre a Sinodalidade representa uma nova e emocionante fase na vida da Igreja. Esta fase aprofunda a eclesiologia do Povo de Deus desenvolvida no Concílio Vaticano II e nos convida a gerar processos de conversão e reforma das relações, dinâmicas comunicativas e estruturas na Igreja.

O curso consistiu de três semanas e nos ofereceu algumas dimensões fundamentais para a construção de uma Igreja sinodal.

Três CONFERÊNCIAS INTRODUTÓRIAS prepararam o terreno. Os dois primeiros comentam, de ângulos diferentes, sobre o primeiro concílio da Igreja narrado em Atos 15. Parece que as diferenças de opinião e tensões internas não são novas. No terceiro, Raphael Luciani afirma que não podemos reduzir a sinodalidade a um método ou implementação de certos procedimentos. Ele toca nossa própria essência. Isto tem que ser formado, pois depende das habilidades relacionais das pessoas. Uma pessoa que não é flexível para mudar, que não tem a capacidade de ser transparente, será um obstáculo em uma Igreja sinodal.

A PRIMEIRA SEMANA ofereceu alguns critérios que nos ajudam a avaliar e aprofundar a teologia e a prática do discernimento em comum, bem como a construção de um consenso eclesial.

A Igreja é chamada a se renovar sob a ação do Espírito e através da escuta da Palavra. Começar a implementar processos de escuta, diálogo e discernimento comunitário, nos quais cada um e cada uma possa participar e contribuir. Ao mesmo tempo, a escolha de caminhar juntos é um sinal profético para uma família humana que necessita de um projeto compartilhado, capaz de alcançar o bem de todos.

Por que o discernimento é importante na vida cristã? Como podemos fazê-lo? Como podemos construir consenso? Como foram tomadas as decisões nos primeiros séculos do cristianismo? Encontramos respostas a estas perguntas, assim como alguns testemunhos que nos encorajam a fazer a viagem.

 

A SEGUNDA SEMANA concentrou-se na elaboração e na tomada de decisões na Igreja. Um dos grandes desafios para um novo modelo institucional.

A apresentação deste módulo nos diz: "Se quisermos superar o modelo piramidal e hierárquico da igreja e adotar a sinodalidade como o modus vivendi et operandi da igreja, devemos repensar a tomada de decisões em todos os níveis".

 

A TERCEIRA e última SEMANA ofereceu reflexões sobre liderança e governança na Igreja, e quantas das mudanças na Igreja no terceiro milênio dependem disso.

O conteúdo desta semana analisa a liderança e a governança dentro da Igreja Católica, considerando suas origens na vida e ministério de Jesus, e discute o que diferencia a liderança sinodal de outros modos de liderança. As contribuições desta semana também consideram co-responsabilidade, co-governança, responsabilidade e seu papel dentro de uma realidade sinodal.

 

Todos os temas são fundamentados na tradição cristã aprofundada à luz do Concílio Vaticano II e lidos a partir de nossos atuais contextos eclesiais.

Convidamos vocês, como fizemos em junho, a se formarem em sinodalidade para serem uma ajuda na busca conjunta da vontade de Deus nesta Igreja do terceiro milênio. Você pode ver o curso completo aqui

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