De 7 a 12 de setembro, a Casa da Cúria, em Roma, vai sediar um momento importante na vida da Congregação: um encontro presencial das ecônomas provinciais, das administradoras e do Conselho Internacional para Assuntos Econômicos (CAE), após a promulgação e a implementação dos novos Estatutos de Administração Econômica (EAE).
Um encontro para unificar critérios
O encontro reúne irmãs e leigas de vários países em torno de um objetivo comum: comparar a versão preliminar do Manual de Administração Econômica (MAE) —elaborado pela comissão responsável— com a vida e a prática cotidiana das economias provinciais. Trata-se de uma fase fundamental no desenvolvimento desse manual, concebido como a aplicação prática das EAE, que busca unificar os critérios de gestão e administração econômica em toda a Congregação.
O encontro é liderado e acompanhado por Yajaira Helena Hernández Oviedo fi, ecônoma geral. Junto com as ecônomas provinciais, participam duas leigas, contadoras de profissão e administradoras em seus respectivos países. O encontro também é uma oportunidade para que o CAE internacional, recém-criado, se integre nessa dinâmica de trabalho compartilhado. Participam do encontro:
- Yajaira Helena Hernández fi – tesoureira geral.
- Angenita Gallo fi – membro do CAE
- Cecilia Solís fi – ecônoma da Província do Índico-Pacífico
- Johana Bretón fi – economista da República Dominicana
- Luz Marina – administradora da Colômbia
- Mª José Alves fi – ecônoma do Brasil.
- Melina Palacios – administradora da Província da América Andina
- Roshina de Matos fi — membro do CAE
- Silvia Casado fi – ecônoma da Província Europa-Ásia e membro do CAE
- Teresita Chi fi – ecônoma da Ásia Oriental
- Thelma Barbarona fi – membro do CAE
As palavras de abertura da Superiora Geral
No início do encontro, foi celebrada a Eucaristia e, na primeira sessão, esteve presente a Superiora Geral, Graciela Francovig fi, que deu o tom do encontro, relembrando o que as Constituições das Filhas de Jesus estabelecem sobre a administração dos bens da Congregação e destacou uma distinção que permeia todo o encontro: a diferença entre a gestão dos bens, a administração deles e as decisões de governo, que sempre cabem ao governo geral, provincial e local.
Sobre o sentido último dos novos Estatutos, a Graciela compartilhou as palavras com que eles foram apresentados na época:
“Espero que esses Estatutos nos ajudem a viver as exigências que nosso voto de pobreza nos impõe, à maneira de Jesus; a garantir que nossos bens estejam a serviço da missão na Igreja e do cuidado das irmãs; a zelar pela sustentabilidade do Instituto e a fazer com que a partilha de bens seja a nossa melhor maneira de ajudar a divulgar a bondade de Deus, que faz de todos nós irmãos.”
A Superiora Geral também situou esse trabalho no contexto do apelo que a Igreja faz para “repensar a economia em fidelidade ao carisma”, fazendo referência ao documento “Economia a serviço do carisma e da missão”, do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada, bem como às palavras do Papa Leão XIV sobre a espiritualidade do “arquiteto sábio”, que se compromete a construir o bem no mundo.
Um serviço vivido como uma missão
Um dos pontos mais marcantes do encontro foi o convite para viver o serviço econômico como uma verdadeira missão apostólica. Foi assim que nossa superiora geral se expressou, dirigindo-se tanto às ecônomas e irmãs quanto às administradoras leigas que colaboram com a Congregação por meio de contratos de trabalho:
“Se o nosso trabalho não tiver essa vocação apostólica, vai ser só burocracia e gestão, mas não vai ter aquele calor que vem de saber que estou trabalhando para dar glória a Deus e servir ao próximo.”
A Superiora Geral nos convidou a viver esse serviço com fidelidade e transparência, com fé e confiança na Providência — assim como a Madre Cândida enfrentou as dificuldades financeiras dos primórdios da Congregação —, com simplicidade e humildade, e com o cuidado de quem zela pelos bens sem se sentir dona deles.
Próximas etapas
Ao longo da semana, o encontro vai continuar aprofundando os novos Estatutos de Administração Econômica e avançando no processo de revisão do Manual de Administração Econômica, com o objetivo de alcançar uma uniformidade de critérios na apresentação de balanços e orçamentos em toda a Congregação.
Vamos acompanhar com nossas orações esse encontro e quem está participando dele, para que seja um momento de união e discernimento. E que as palavras de Graciela Francovig sejam também uma oportunidade para que, cada uma e cada um a partir do próprio serviço, a gente se pergunte o que significa viver nosso trabalho diário como uma missão: com fidelidade, simplicidade e a certeza de que o que fazemos está a serviço da missão.






