Todo dia 20 de fevereiro celebramos, como uma comunidade internacional, o Dia Mundial da Justiça SocialEsse dia, proclamado pelas Nações Unidas, nos lembra de algo muito simples e, ao mesmo tempo, muito exigente: não pode haver um mundo pacífico sem justiça para todos.
Em um mundo marcado por crescentes desigualdades, pobreza, migrações forçadas e uma grave crise socioambiental, essa data nos convida a olhar a realidade de frente e nos perguntar onde estamos nela e nos convida a renovar “seriamente” os compromissos pessoais, comunitários e institucionais.
Como Filhas de Jesus, esse chamado se conecta totalmente com nosso desejo de viver uma fé encarnada, comprometida com a dignidade das pessoas e com a construção de um futuro mais humano.
Quais são as situações de injustiça que você vê mais claramente ao seu redor hoje? Quais são as que mais o afetam interiormente?
A justiça social também tem a ver com trabalho decente e um futuro compartilhado
As Nações Unidas insistem que a justiça social envolve necessariamente trabalho decente para todas as pessoas, especialmente para mulheres e jovens. Isso é lembrado na Resolução da Assembleia Geral de 2009, que pede uma globalização mais justa, em que o emprego decente, a proteção social e a igualdade de oportunidades sejam uma prioridade real e não apenas um discurso. Em um contexto de globalização que gera oportunidades, mas também exclusão e precariedade, uma abordagem integrada é essencial para combater a pobreza, reduzir as desigualdades e fortalecer a coesão social.
A mensagem deste ano também se concentra na transição justa para modelos econômicos sustentáveis. Cuidar do planeta é urgente, e você precisa fazer isso sem deixar de garantir que esse processo não deixe os mais vulneráveis para trás. A transformação verde só será genuína se criar oportunidades, reduzir as desigualdades e colocar as pessoas no centro.
Que tipo de futuro estamos apoiando com nossas decisões diárias? Quem é deixado de fora quando não pensamos em justiça globalmente?
Tecendo redes de cuidados: uma prioridade congregacional e um compromisso que nos envolve
A CGXIX das Filhas de Jesus nos convida a tecer redes de cuidado, a partir da consciência de que somos parte da mesma família humana. Isso nos encoraja a colaborar com os outros, a unir forças e a nos comprometer especialmente com aqueles que vivem em situações de exclusão: migrantes, refugiados, pessoas deslocadas e comunidades empobrecidas.
O cuidado com a casa comum é uma parte inseparável dessa opção. Inspirados pela Laudato si’ e pela Fratelli tutti, reconhecemos que a crise social e a crise ecológica estão profundamente conectadas e nos convocam a uma conversão pessoal, comunitária e institucional.
Que redes de cuidados já existem em seu ambiente? Como você poderia se envolver de forma concreta, mesmo que apenas com pequenos gestos?
Presença, esperança e pequenos passos
As periferias do mundo – geográficas e existenciais – continuam a crescer em nosso mundo. Diante da cultura do descarte e da estagnação da igualdade social, como Filhas de Jesus, queremos estar lá, estar presentes, acompanhar os processos e semear esperança, mesmo que seja apenas como uma pequena semente de mostarda.
Celebrar o Dia Mundial da Justiça Social é, para nós, renovar nosso desejo de encarnar a presença viva de Cristo em meio às injustiças de nosso tempo, caminhando ao lado dos outros e nos comprometendo com uma transformação que coloca as pessoas e o cuidado com a vida no centro.
Que passo concreto você se sente chamado a dar hoje para que a justiça social se torne uma realidade vivida e não apenas um ideal proclamado?






