É com grande entusiasmo que compartilhamos com toda a família Madre Cândida dois materiais de grande profundidade teológica e espiritual que nos convidam a voltar à essência de nosso carisma. Esses textos, escritos por Manuel Iglesias, S.J. e Jesús Montero Tirado, S.J., exploram de diferentes ângulos o que significa viver, depois de 100 anos de vida da congregação, como Filhas de Jesus, colocando Cristo no centro de tudo. Ambos os artigos fazem parte do livro: “Un camino entre dos fechas” 1871-1971 e acreditamos que são muito relevantes para aprofundar e nos abrir para o que significa hoje viver a essência de nosso carisma.
1. O título “Filhas de Jesus” interpretado da Bíblia
Neste estudo, Manuel Iglesias, S.J., aborda o significado mais profundo do nome da Congregação. Muitas vezes surgem dúvidas sobre a base bíblica desse título, mas o autor nos lembra que a Madre Cândida, em sua simplicidade, defendeu esse nome com tenacidade porque ele surgiu de sua experiência de fé.
- Jesus como imagem do Pai: O texto nos revela que Jesus, por meio de suas palavras e gestos, age com um coração paternal. Ele é aquele que nos chama de “filhas”, nos cura e nos garante que não nos deixará órfãs.
- Um modo de vida: Ser uma “Filha de Jesus” implica um relacionamento vital que nos torna discípulos que ouvem sua voz e seguidores que seguem seus passos. Em resumo, é um serviço realizado por amor.



2. Cristocentrismo: Jesus como o ponto central de nossa vida
Por outro lado, o artigo de Jesús Montero Tirado, S.J., nos oferece uma reflexão sobre o significado do Cristocentrismo. Usando a metáfora do “centro”, o autor explica que Cristo deve ser nosso ponto de referência e nosso motor vital.
- Cristo como o ponto de gravitação: O cristocentrismo não é uma ideia abstrata; é fazer com que toda a nossa vida gravite em direção a Ele, como um ímã que atrai nossa atenção e afeições.
- Evitar a dispersão: “Concentrar-se” em Cristo significa colocar todos os nossos recursos e sentidos nEle a fim de evitar a dispersão acidental.
- O modelo de Maria: O autor propõe Maria como o exemplo mais claro de cristocentrismo, já que toda a sua vida foi subordinada e concentrada na pessoa de Jesus.



Um convite à reflexão
Ambos os recursos são uma ajuda neste momento de aprofundamento da Determinação da Congregação Geral XIX. Agradecimentos especiais a Mari Carmen Escalante Barquero fi, que tornou possível a digitalização desses documentos.



