Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, compartilhamos esse novo desafio para as Filhas de Jesus. O coração aberto de Cristo é a fonte de toda missão, inclusive daquela que nos leva a sair ao encontro das vítimas do tráfico humano.
A luta contra o tráfico de pessoas exige presença, rede e ação conjunta. As Filhas de Jesus em Moçambique fazem parte da TAKUMO, a Rede Nacional Intercongregacional que trabalha para prevenir e erradicar esse grave crime contra a dignidade humana, em comunhão com a Rede Internacional Talitha Kum da UISG.
O que é Talitha Kum e TAKUMO
Talitha Kum é a Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas, integrada à União Internacional das Superioras Gerais (UISG). Ela coordena os esforços das irmãs em todo o mundo para combater o tráfico, facilitando a criação de redes, a comunicação e a formação, de acordo com o plano estratégico da UISG e os ensinamentos da Doutrina Social da Igreja.
A TAKUMO é a representação nacional dessa rede em Moçambique. Ela faz parte da Conferência dos Institutos Religiosos de Moçambique (CIRMO) e reúne congregações de todo o país com o mesmo compromisso: prevenir o tráfico de pessoas e acompanhar suas vítimas.
As Filhas de Jesus na coordenação da rede
Depois de vários anos sem atividade, a CIRMO confiou às Filhas de Jesus a revitalização da rede. A irmã Pilar de la Puerta assumiu a coordenação, e a irmã Kenia Margarita Castro Cedeño está fazendo o Curso de Liderança da Talitha Kum com a expectativa de assumir essa responsabilidade em breve.
Nos dias 29 e 30 de maio, fizemos o primeiro encontro presencial de formação sobre a espiritualidade da Talitha Kum. Ouvimos o depoimento de vítimas do tráfico humano e tivemos a participação de uma procuradora, que falou sobre o quadro jurídico e como fazer denúncias. Dos 29 membros, 22 são religiosas e religiosos de 17 congregações diferentes.
Uma prioridade da nossa última Assembleia Geral
Esse compromisso faz parte da nossa identidade congregacional. A XIX Assembleia Geral nos convida explicitamente a nos unirmos a redes de acolhimento e solidariedade com aqueles que são obrigados a abandonar seus locais de origem:
«Sentimos que devemos participar ativamente em várias redes de apoio. Reconhecemos a interdependência e a necessidade de colaborar com os outros. Queremos nos unir àqueles que trabalham pelos mais desfavorecidos e por todos aqueles que são obrigados a deixar seus locais de origem: migrantes, refugiados, deslocados. A situação deles nos interpela e nos leva a buscar formas concretas de solidariedade e apoio.» Determinação CGXIX – N.22
TAKUMO é, em Moçambique, uma resposta concreta a esse convite: descobrir as redes já existentes, identificar as possibilidades reais de participação e se comprometer, a partir de uma espiritualidade do cuidado, com os mais vulneráveis.







