Nos dias 22 e 23 de outubro, a Sala Paulo VI, no Vaticano, sediou o Congresso Internacional sobre Pastoral Escolar e Universitária, organizado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação. Entre os participantes estavam duas Filhas de Jesus: Iris Altagracia González e Patricia Yzary, que passaram dois dias de reflexão, encontro e oração com educadores de todo o mundo.
“Traçando novos mapas de esperança”
O lema do congresso se inspira na carta apostólica de Leão XIV com esse mesmo título e no Jubileu do Mundo da Educação do Ano Santo de 2025. A rede de instituições educacionais católicas conta com mais de 230 mil, do ensino fundamental ao superior, nos cinco continentes. O encontro teve como objetivo ser um espaço para que quem acompanha crianças e jovens nessa rede pudesse se ouvir e refletir junto.
O programa foi dividido em três eixos: o cultivo da interioridade, a dimensão humana do ambiente digital e a educação para a paz. O congresso contou com a participação de quase mil educadores de 60 países e cerca de 25 palestras ao longo dos dois dias. Eles convidaram a gente a refletir sobre os novos caminhos da esperança, como cultivar a interioridade, o lado humano do mundo digital e a educação para a paz. As palestras foram complementadas por apresentações artísticas e atividades práticas, num clima de oração e escuta.
Escolas que sejam como um lar
No primeiro dia, os participantes foram recebidos pelo Papa Leão XIV, que os convidou a transformar os centros educacionais em verdadeiros locais de acolhimento. Ele usou a imagem de uma casa, um lugar familiar onde sabem o seu nome, olham nos seus olhos e sentem sua falta. O Papa também destacou que a pastoral escolar e universitária deve atender às aspirações de cada pessoa e percorrer, juntos, um caminho humano e cristão.
Na inauguração, o cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério, lembrou que educar é reconhecer a beleza de cada pessoa, “uma obra de arte de Deus, única e irrepetível”, acompanhá-la e ajudá-la a brilhar.
Uma experiência de paz que se dança
“O encontro foi bem intenso e terminou com uma experiência marcante conduzida pelo Dr. Filomeno Lopes, que fez todo mundo se levantar. Por meio de uma dança africana, ele nos convidou a viver a paz e nos conectou com a realidade da migração. Foram dois dias cheios de vida para a educação”.
Para nós, Filhas de Jesus, que acompanhamos crianças, jovens e famílias em tantas obras educacionais, esse congresso é um convite para continuarmos construindo comunidades onde cada pessoa se sinta esperada e chamada pelo nome.
Agradecemos à Iris e à Patricia pela presença delas nesse congresso e pelo relato que trouxeram de volta.



