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Terceiro dia do Jubileu da Vida Consagrada

out 11, 2025 | Governo geral, Igreja, Notícias, Vida Religiosa

A esperança abre portas através de paredes aparentemente impenetráveis

O terceiro dia do Jubileu foi marcado por experiências que moveram o coração ao compromisso com a esperança concreta, encarnada na fidelidade cotidiana. O dia começou com a celebração eucarística na Sala Paulo VI, da qual participaram todas as formas de vida consagrada.

A palestra de Pe. Simona Brambilla, Prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica; os testemunhos de pessoas que compartilharam como vivem e sustentam a esperança em meio aos desafios diários; a intervenção de Pe. Giacomo Costa, SJ, consultor da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos; e um encontro emocionante com o Papa Leão XIV.

Ouvindo o Espírito juntos

As Filhas de Jesus, presentes no Jubileu, compartilham conosco: “Foi um dia para ouvirmos juntos o Espírito, porque a escuta mútua é essencial. Lembramos as palavras do Papa Francisco:

“Todo músico deve ouvir os outros. Se você ouvir apenas a si mesmo, por mais sublime que seja o seu som, ele não beneficiará a sinfonia”.

E ressoou entre nós a certeza de que Deus tem um resultado no qual todos nós entramos. O processo sinodal nos lembra dessa força de comunhão que sustenta a Igreja.

Os testemunhos deram um rosto à esperança que se torna carne na vida: permanecer onde a existência é ferida, acompanhar aqueles que estão sozinhos, cuidar da vida vulnerável e tornar a Igreja um lugar seguro. A esperança se torna profética quando não sucumbimos à indignação e optamos por construir pontes entre as partes que ameaçam se separar.

“A esperança é como uma estrada no campo: nunca houve uma estrada, mas quando muitas pessoas caminham por ela, a estrada se torna uma realidade.” – Lin Yutang

Neste Jubileu, entramos por uma porta. Jesus nos diz: “Eu sou a porta, eu sou o bom pastor”. Essa porta nos convida a sair para encontrar, a atravessar para aqueles que vivem atrás de muros intransponíveis. O processo sinodal também é isso: uma jornada relacional em que as portas são abertas para acolher e incluir. Toda a criação fala dessa harmonia entre as diversas formas de vida; entrar juntos no banquete da vida é o convite de Deus a todos os povos.

Uma reunião simples e calorosa com o Papa Leão XIV

O encontro com o Papa Leão XIV foi uma expressão de sua simplicidade e cordialidade, breve e profética. Ele nos lembrou que a interioridade, cultivada na oração e na comunhão com Deus, é o lugar onde os melhores frutos da bondade se enraízam de acordo com a ordem do amor. Dessa fonte silenciosa brota a centelha que animou nossos inícios e que hoje reacende a esperança. Unidas a Cristo, nossas pequenas luzes se tornam parte do grande plano de paz e salvação que Deus está tecendo para a humanidade. Neste tempo de jornada sinodal, o Papa nos convidou a sermos “especialistas em sinodalidade”, vivendo a escuta mútua, o diálogo e a participação como testemunho profético dentro do Povo de Deus. Em um mundo que anseia por harmonia e significado, as pessoas consagradas são chamadas a ser portadoras de esperança e paz, semeando comunhão onde a vida é fragmentada e lembrando que nossa confiança não está em números ou em obras, mas Naquele para quem nada é impossível.

Na parte da tarde, os vários grupos de vida consagrada se reuniram em diferentes lugares de Roma para conversar no Espírito, de acordo com seus carismas. O dia foi concluído com uma oração pela paz, celebrada em diferentes igrejas no coração da cidade”.

Permanecemos estreitamente unidos a toda a Vida Consagrada, peregrinos da esperança nos caminhos da paz, que estão se reunindo em Roma nestes dias.