A XIX Congregação Geral expressou o desejo de construir redes de acolhimento a partir da consciência da nossa filiação e de estarmos presentes, com esperança, nas periferias onde a vida é mais frágil.
Para dar impulso a essa prioridade, foi formada uma equipe, que nossa superiora geral, Graciela Francovig, anunciou na carta circular nº 55; “Para dar vida às fronteiras sociais, geográficas e existenciais, a princípio pensamos em pessoas de referência de cada província para que, junto com a conselheira Emelinda Falsis, pudessem refletir, incentivar e nos dar uma visão sobre a realidade das fronteiras na Congregação. Depois, achei melhor formar uma ‘equipe’, já que, na prática, é assim que elas estão atuando. Essas irmãs são: Antonieta Hernández (AA), Rose Mary Wang (AO), Francisca Mejía (B-C), Pilar Brufal (E-A), Pilar de la Puerta (E-A) e Lorna Bonghanoy (I-P)” “

Uma presença que traz esperança nas periferias
Como parte dessa reflexão, começamos hoje: “Vozes das periferias”, que surge de uma convicção: o cuidado já está presente entre a gente. Ele se manifesta nas comunidades, nos ministérios, nas iniciativas de Justiça, Paz e Integridade da Criação e nos gestos do dia a dia que muitas vezes passam despercebidos.
Somos filhas, e essa consciência de filiação nos lembra que dependemos umas das outras e de toda a criação. A partir daí, queremos tecer redes de cuidado que expressem nosso compromisso com a casa comum e com nossos irmãos e irmãs. Sentimos um chamado especial por quem vive na cultura do descarte, entre eles migrantes, refugiados e deslocados. A gente se inspira na *Laudato si’* e na *Fratelli tutti*, que nos convidam a uma conversão pessoal, comunitária e institucional.
Queremos estar onde a vida é mais frágil, nas periferias geográficas, sociais e existenciais. Lá, como Filhas de Jesus, contribuímos com nosso “grão de mostarda”, de acordo com as forças de cada momento da vida. São lugares onde encarnamos a presença de Cristo e onde as redes de acolhimento podem ser sinais concretos de esperança. Det CGXIX, n. 23 e 24.
O que a gente quer com essa iniciativa?
- Identificar e acompanhar as redes de assistência já existentes.
- Torná-las visíveis com ferramentas de comunicação simples, para que as irmãs se reconheçam como parte de um movimento maior.
- Valorizar a presença diária, muitas vezes silenciosa, entre quem mais precisa.
- Incentivar a participação e promover a conexão entre as comunidades, para que experiências, recursos e boas práticas circulem livremente.
Vozes das periferias: começa a série
Hoje a gente compartilha o primeiro de uma série de vídeos curtos, nos quais, por meio de apresentações das irmãs, depoimentos e ações concretas de cuidado, a cada mês uma comunidade vai ser a protagonista, pra gente conhecer de perto a missão e a realidade dela.
A gente compartilha o primeiro vídeo dessa série, que nos leva até Córdoba, na Argentina, para conhecer a presença das Filhas de Jesus na obra “Mama Antula”:
A gente te convida a assistir, compartilhar e se deixar tocar por essas vozes. Como lembra o propósito dessa iniciativa, é justamente onde a vida é mais frágil que Deus nos espera.




