Continuamos a caminhar nesta Semana Santa. Depois de entrarmos com Jesus no Domingo de Ramos, aprendermos a amar sem cálculos na segunda-feira, nos permitirmos ser transformados na verdade do coração na terça-feira, reconhecermos o chamado para reconstruir os laços na quarta-feira, descobrirmos na quinta-feira que amar é servir e ontem ficarmos ao lado da cruz, hoje o caminho nos leva ao silêncio.
O silêncio da tumba não é o fim. É também o tempo de Deus. Mesmo quando tudo parece ter parado, mesmo quando as trevas parecem ter vencido, Deus ainda está trabalhando, mesmo quando não o vemos, mesmo quando tudo parece ter acabado.
Este dia nos convida a valorizar a esperança. Para mantê-la na fé, para protegê-la em meio à incerteza, para confiar que a vida tem a última palavra.
Acreditamos que o Espírito continua a trabalhar na história (GCXIX), no que está oculto, no que é pequeno, no que ainda não está totalmente manifestado.
Portanto, hoje perguntamos:
Que esperança você precisa cultivar em minha vida e no mundo?
Talvez o gesto seja simples e significativo: acender uma vela e, em sua luz, confiar a Deus toda a humanidade, com suas feridas e seus anseios.
E, a partir daí, oramos: Senhor, sustenta nossa esperança.



